sábado, julho 09, 2005

Um dia de merda - Veríssimo

Aeroporto Santos Dumont, 15:30.

Senti um pequeno mal estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse. Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas.
Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão.
"Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, "tranqüilo."
O avião só sairia as 16:30. Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto.
Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil, falei: "Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro." Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca,
mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda.
O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante:
"Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1 hora, devido a obras na pista."
Ai o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo.
Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação ânus a qualquer momento.
Suava em bicas.
Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro.
O alivio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado.
Tentava me distrair vendo TV mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele.
E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado.
Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que da vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada.
Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal.
Mas sem duvida, a situação tava tensa.
Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de solidariedade, e confessei serio: "Cara, caguei."
Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle.
"Que se dane, me limpo no aeroporto." - pensei.
"Pior que isso não fico."
Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda.
Desta vez, como uma pasta morna.
Foi merda para tudo que e lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calcas, meias e pés.
E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo a liberdade.
E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar, afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado.
Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa.
E me caguei pela quarta vez.
Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pelos do rabo junto.
Mas era tarde demais para tal artifício absorvente.
Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.
Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei a falta de papel higiênico em todos os cinco.
Olhei para cima e blasfemei: "Agora chega, Né?"
Entrei no ultimo, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que conclui como sendo o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.
Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o "check-in" e ia correndo tentar segurar o vôo.
Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte.
Ele tinha despachado a mala com roupas. Na mala de mão só tinha um pulôver de gola "V".
A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus. Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis.
Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era historia.
As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias, mudaram de cor tingidas pela merda.
Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10. Teria que improvisar.
A invenção e mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica maquina de lavar.
Virei a calca do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água.
Comecei a dar descarga ate que o grosso da merda se desprendeu. Estava pronto para embarcar. Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola "V", sem camisa.
Mas caminhava com a dignidade de um lorde. Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o "RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO" e atravessei todo o corredor ate o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria. A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo.
Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir: "Nada, obrigado. Eu só queria esquecer este dia de
merda!!!"

sexta-feira, julho 08, 2005

Chocolate mata!

Estava fazendo um trabalho de química no site da UFSC quando abri uma página sobre venenos e lá estava a dita cuja, presente tanto no cafezinho quanto no chá das cinco e, até mesmo, no tão consumido chocolate: a CAFEÍNA
Até então desconhecia seu mórbido poder, mas quando ví que ingerir dez quilos pode ser letal fiquei abismado.
CALMA, não são 10kg de chocolate, e sim de cafeína.
Não sei quanto que é a concentração mas imagino que não seja grande coisa, salvo os gordinhos chocólatras não morrerem tão facilmente.
Ainda mais assustador é saber que a nicotina precisa de muito menos para ser letal, apenas 60mg!
Mas o que realmente me surpreendeu foi constatar a coragem de quem aplica botox, seu agente, o Botulinum A, obtido através da bactéria Clostridium botulinum, pode matar com míseros 0,001mg!!! Imagina se alguma dondoca vai fazer aplicação e o médico fala "vou por só um pouquinho se vazar me avisa"? Seria, no mínimo tragicômico.
O engraçado é constatarem na relação dos venenos o pesticida Metoxiclor que precisa de "míseros" 448kg para matar um ser humano adulto... imagino que se um ser humano conseguir comer cerca de 6 vezes o seu peso em alface contaminada ele merece pelo menos morrer realizado por entrar no livro dos récordes ou então descobrir que era um elefante sendo enganado por todos para pensar que era um humano hehehe

Um aviso aos chocólatras: Cuidado ao passarem da 4ª caixa, a 5ª pode ser fatal, ainda mais se tiver muita parafina

terça-feira, julho 05, 2005

O Caso Klaus!

Bom, eu queria falar sobre algo polêmico, portanto escolhi este assunto e também para dar uma esculhambada com o garotíssimo hehehe.
Tudo começou no Rio de Janeiro em fevereiro de 2004 com um inocente "piá" que queria desvirginar-se e, com isso, deixar registrado para gerações futuras.
Seguindo o conselho de seu primo, Klaus "cata" uma menina qual ele já havia sido instuído de que era "facim facim". Ainda com a ajuda do seu primo pervertido, ele planta uma câmera escondida no quarto (é no quarto do primo mesmo" e forja toda a cena para a tão esperada primeira núpcia.
Entretanto, Klaus teve um problema que gosto de chamar de "erro nº 1": ele não sabia nada sobre... você sabe.
Seguido disso, tentando driblar suas falhas e inesperiências ele teve o problema, digo "erro nº2": a brochada
Insatisfeita, porém não se dando por vencida, a menina que estava TENTANDO iniciar o coito, esperou que o dito se recuperasse para reiniciarem o ato, mas aí que ocorre o ato-falho de maior influência durante todo o ato: além de não saber como fazer, adquiriu o apelido de Klaus PP (pichado no banheiro de sua escola) porque, bem, seu órgão era deveras diminuto.
Depois da confusão, a mãe da menina deu entrevista no Fantástico, o que tornou público o vexame, Klaus e sua família supostamente fugiram do Rio e milhares de pessoas no mundo todo CONTINUAM a se rachar de rir quando encontram um certo arquivo "klaus.wmv" nas redes p2p, ainda mais agora que o célebre vídeo ganhou uma versão "dublada" por um carioca que faz vozes e diálogos nada convencionais a um ato sexual.

Depois disso tudo, ao ver que os dois se deram por vencidos e desistiram da relação me faz questionar algumas coisas:

- Por que Klaus foi acusado de pedofilia ao exibir sua "parceira" se ela não aparece necessariamente nua no filme?
- Se a menina se sentia tão envergonhada pelo vídeo, por que diabos ela daria entrevistas ao Fantástico e também por que sua mãe o fez?
- O primo de Klaus que pôs o vídeo na internet, logo o garoto não devia ser indiciado apenas como cúmplice do primo que expôs a pornografia ou mesmo uma vítima que foi induzida pelo mesmo a realizar tal coisa?
- Na verdade, não existe nada ali além de um vídeo em que dois jovens se beijam nus e TENTAM alguma coisa, então seria o mesmo que processar "A Lagoa Azul" por pornografia, não?

Mas de tudo tirei uma conclusão: o caso Klaus é um ótimo atrativo para publicidades, pois a comunidade do vídeo no orkut tem cerca de 2000 membros, os blogs que publicaram o vídeo tiveram em média 200 visitas por dia, foram mais de 1400 pessoas fazendo download do vídeo desde a reportagem no fantástico em 03/07 até quando os links foram apagados por repercussão da mesma em 05/07, os perfis no orkut de Klaus, seu primo e a menina foram apagados pelos mesmos depois de uma onda de spam para seus scrapbooks, assim como seus MSNs.

Espero ter mais visitas com isso hehehe, brincadeira...

Efeito "Modinha"

Achei isso enquanto navegava na net, muito interessante, certamente é algo que sou contra, a "modinha".
Detesto modismos, por isso estou criando a partir de agora este blog, irreverente e inovador, para colocar algumas de minhas idéias e coisas interessantes que achar na net.


Legenda:
- Linha do produto
- Linha do Efeito "Modinha"
- Ápice

Editei o gráfico e a explicação para que ficassem mais "técnicos" que o original:
Efeito modinha: um produto que, inicialmente, era ignorado pela massa e custava um valor baixo, sofre o impulso do efeito, então sua demanda aumenta gradativamente e, com o passar tempo, o seu preço é elevado absurdamente.
Porém, o efeito é efêmero: logo que atinge seu ápice após alguns dias (semanas ou meses no máximo), a força do impulso inicial vai começando a minguar até desaparecer.
Nesse ponto, o processo inflacionário em cima do produto desaparece e ocorre a queda vertiginosa de seu preço até ele se estabilizar e voltar a custar o mesmo que antes, o valor real.

(Fonte)